Participei do módulo de Arte e Literatura durante os dias 07 a 11 de dezembro de 2009.Inicialmente a professora Fátima nos acolheu de forma muito cordial e nos apresentou os objetivos da disciplina. Ela se propõem a criar momentos de intensa reflexão sobre o fazer medicina e para além disso nos estimula a assumir um papel crítico e a resgatar a prática humanística no dia-a-dia da clínica médica. Apesar das tentativas atuais do currículo médico, essa discussão é ainda secundarizada e são poucas as disciplinas que ousam nos lembrar que além de estudantes de medicina, somos seres inseridos em uma sociedade cheia de contrastes que nos entrega a responsabilidade de cuidar das pessoas e interferir na construção de um sistema público de sáude que atenda às necessidades da população.
A primeira lição do módulo foi na verdade um grande desafio, uma descrição sobre nós mesmos. Passada a apreensão coloquei no papel vários devaneios sobre uma vivência passada, dos tempos de criança, até a construção da Ada atual, em meio a todos os seus conflitos. Achei oportuno terminar a minha descrição com um poema encravado na minha vida, do poeta Thiago de Mello, o qual vou reproduzir abaixo:
Já faz tempo que escolhi
A luz que me abriu os olhos
para a dor dos deserdados
e os feridos de injustiça,
não me permite fechá-los
nunca mais, enquanto viva.
Mesmo que de asco ou fadiga
me disponha a não ver mais,
ainda que o medo costure
os meus olhos, já não posso
deixar de ver: a verdade
me tocou, com sua lâmina
de amor, o centro do ser.
Não se trata de escolher
entre cegueira e traição.
Mas entre ver e fazer
de conta que nada vi
ou dizer da dor que vejo
para ajudá-la a ter fim,
já faz tempo que escolhi.
Thiago de Mello
A primeira lição do módulo foi na verdade um grande desafio, uma descrição sobre nós mesmos. Passada a apreensão coloquei no papel vários devaneios sobre uma vivência passada, dos tempos de criança, até a construção da Ada atual, em meio a todos os seus conflitos. Achei oportuno terminar a minha descrição com um poema encravado na minha vida, do poeta Thiago de Mello, o qual vou reproduzir abaixo:
Já faz tempo que escolhi
A luz que me abriu os olhos
para a dor dos deserdados
e os feridos de injustiça,
não me permite fechá-los
nunca mais, enquanto viva.
Mesmo que de asco ou fadiga
me disponha a não ver mais,
ainda que o medo costure
os meus olhos, já não posso
deixar de ver: a verdade
me tocou, com sua lâmina
de amor, o centro do ser.
Não se trata de escolher
entre cegueira e traição.
Mas entre ver e fazer
de conta que nada vi
ou dizer da dor que vejo
para ajudá-la a ter fim,
já faz tempo que escolhi.
Thiago de Mello
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