Se eu pudesse reduzir em algumas palavras a impressão geral que eu tive do módulo, é claro que sem escapar de cair no simplismo, eu diria que ele é construído de várias surpresas. Nossa, quão impactante foi sentir as emoções despertadas pelo documentário "Janelas da Alma". As cenas iniciais foram para mim um tanto quanto angustiantes, por me fazer reviver o trauma de infância e adolescência desencadeado pelo medo de ficar cega. Hoje esse medo já passou, no entanto, como Saramago bem lembrou em suas falas emocionadas, somos todos nós cegos, muitas vezes não de uma cegueira propriamente física, mas de uma ignorância que limita os nossos olhares, se encanta pela exuberância, mas se esquece de enxergar o simples, o detalhe, a vida. Após o filme, discutimos as impressões mútuas. Caramba, a nossa cegueira é tão diversa! Cada um se inconmodou com um olhar, uma imagem, uma lição. Agora me veio a mente um poema do escritor Horácio Dídimo que diz o seguinte:
"Um cego conduzindo outro cego conduzindo outro cego conduzindo outro
cego conduzindo outro cego
cai
todo
mundo
no
buraco"
No buraco da vida.
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